Censo Agropecuário de 2017 é reivindicado pela CONTAG em audiência no Senado Federal


Para reivindicar pela realização do Censo Agropecuário de 2017, o presidente da CONTAG, Alberto Ercílio Broch, participou na manhã desta quinta-feira (20 de outubro), de uma audiência pública da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), que tem como presidente, a senadora Ana Amélia. 

“Para CONTAG é de fundamental importância o Censo Agropecuário, pois, um grande recenseamento agropecuário brasileiro permitirá que os Governos possam acertar mais nas políticas públicas e ainda nos embasar com dados mais reais. Afinal, o mundo se transformou muito nos últimos anos e precisamos de novas informações. Ficamos muito felizes em saber da luta da Comissão para encontrar recursos para fazer o Censo, se possível em 2017. Aproveitamos para  colocar toda a força do MSTTR, dos nossos meios de comunicação, dos  mais 4.200 Sindicatos filiados a CONTAG, no sentido de contribuir com a divulgação e mobilização para que tenhamos um bom Censo Agropecuário 2017”. 
Além do presidente da CONTAG, outros expositores que compuseram a mesa, reivindicaram pela realização do Censo Agropecuário em 2017.
Entre eles, Marcelo José Braga, que é professor da Universidade Federal de Viçosa, que apresentou vários pontos sobre a importância do Censo Agropecuário.
“Só com o Censo será possível desvendar a realidade agropecuária do Brasil, onde identificaremos as transformações estruturais no campo, a heterogeneidade estrutural da agropecuária brasileira e a natureza excludente do dinamismo rural das ultimas décadas. Com o Censo é possível identificar que apenas 11% dos estabelecimentos rurais são responsáveis por 87% do valor bruto da produção, o que nos faz  reconhecer a viabilidade econômica, social e ambiental  de milhões de estabelecimentos que estão no meio rural brasileiro”, ressaltou. 
O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Zander Navaro, afirmou que o Brasil precisa do Censo Agropecuário para geografar sua sociedade. 
“O Censo do próximo ano será uma oportunidade de mostrar uma série de tendências de como será o campo nos próximos anos. Nos fará também imaginar se ainda temos capacidade de desenvolver o  interior do País de forma habitável e com sociabilidade”,  afirmou.
Já o pesquisador do IPEA, José Eustáquio, apresentou números da desigualdade no Brasil, com o objetivo de mostrar a necessidade da realização do Censo Agropecuário com regularidade.   
“Com o Censo desatualizado a situação fica ainda mais crítica, pois ainda há um grupo muito grande de excluídos(as). Sem ter os dados reais é muito complicado entender  a nova dinâmica agrícola no Brasil”, afirmou.
 IBGE
O gerente substituto do Censo Agropecuário do IBGE, Luiz Fernando Rodrigues, se limitou em  explicar como funciona o atual sistema de recenseamento do IBGE.
“Estamos utilizando atualmente um aplicativo que traz com mais exatidão os dados locais, com retorno de informações em até 2 horas após a pesquisa”.  
Mais informações!
O Censo Agropecuário é um instrumento absolutamente fundamental para conhecer, planejar e decidir sobre a agricultura e a sociedade rural do Brasil. Sua preparação, ainda neste ano de 2016, e sua realização, em 2017, assume uma importância decisiva não apenas pela necessidade de se dar continuidade aos registros de informações iniciados em 1920 e desde então repetidos (entre 1970 e 1996 quinquenalmente) mas, sobretudo, pelo fato de que o interstício entre  2006 e 2016 cobre um período de transformações profundas e estruturais do nosso meio rural, que somente com dados censitários poderão ser adequadamente escrutinados e entendidos.
Nos últimos 10 anos foi implementado um conjunto de políticas públicas  que mudaram  a face do Brasil rural  e de sua agricultura.  Os   dados colhidos pelo Censo são fundamentais para se compreender melhor os resultados das políticas públicas para os(as) agricultores(as) familiares, especialmente do crédito agrícola, que se ampliou sobremaneira, e para as diversas cadeias produtivas. É importante conhecer e analisar as repercussões das tecnologias agropecuárias, tanto sobre  os fatores de produção como sobre a renda e as receitas das famílias, e as performances produtivas e tecnológicas  dos  diferentes  estratos  de produtores(as).
O Brasil é reconhecidamente um País líder nas estatísticas agropecuárias mundiais (em 2013, sediamos o Congresso Mundial de Estatística Agropecuária), nossos técnicos e estudiosos  estão  ajudando outros países e organizações a ordenar suas  estatísticas  rurais e agropecuárias.
FONTE: Assessoria de Comunicação CONTAG - Barack Fernandes

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